quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Água Benta!

Água do Céu... que lava e que purifica.
Em época de balanços, 
não a desperdicemos!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal, em nós!...

São os meus desejos sinceros!
                                  César Luís de Carvalho, Natal 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Levar o Mundo para a Escola.



CANÇÃO INFANTIL

A mestra, a senhora,
Jovem professora
Tem os dedos finos
Manchados de tinta;
Para os seus meninos,
Que formosos, belos
Desenhos pinta!
Torres e castelos,
Montanhas e rios,
Nuvens e navios;
Para os seus meninos
De saudosos vindos…
Que ao ombro a sacola
Correm para a escola
A pedir-lhe a esmola
Dos seus olhos lindos!...

                    Fausto José, Voz Nua, 1957

domingo, 8 de dezembro de 2013

Um lugar mágico, neste Vale Encantado!...

        O carreiro atravessa os campos que monges de outras eras cultivavam. Ainda se enxergam, pela encosta e por entre soutos e pinhais, os muros de pedra miúda, as escadarias, as capelinhas, a igreja, enfim, todo o ambiente que circunda o velho Convento.
In O Almocreve

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Esperança!

«O sol vai brilhar amanhã e no dia seguinte e no outro… pode não brilhar como ontem, mas a vida vai continuar.»
D. Desmond Tutu, Bispo Emérito, Nobel da Paz, 06/XII/2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Chilreio da alma!


                             Minha alma…
                      Essa incauta menina
                      Que já de puro amor, virgem, se entrega!...
                      Que a todo o instante se distrai…
                      E vai
                      Em pós
                      De qualquer voz,
                      De qualquer luz que cega,
                      Que a fascina!...
                                                                                                               Fausto José,
                                                                                             Embalo, 1942

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Quando as árvores choram...

Quando as folhas, na velhice, sentem pesados os dias, 
a raiz chama-as... e rumam às saudades da primavera. 
A árvore chora, para que se cumpra o tempo. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Caracol Azul

 
Os meus meninos são um espetáculo!
 
Foi construído com Amor e é partilhado com Amor!
Se sentíssemos a Escola e as Histórias com as crianças...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sorriso agreste.


Oh, Natureza! Nobre testemunha de Vida! E de vidas! Fiel companheira de quem se aventura pelos chãos fora, noite dentro, com a serra feita rumo e a vida como meta.
In O Almocreve

domingo, 17 de novembro de 2013

Voar com o coração!



(...)
Levanto-me, estendo as asas e… sublime, o abismo, uma vez mais! E este formidável deleite de voar!
O Rio, as encostas, o mosto, as rogas, o viver feito de dor e trabalho, levo-os comigo. Quero agora acariciar o rosmaninho e a bela-luz, sentir o paladar fresco da água que rompe da terra nua, apanhar a carqueja, pintar nesgas de sol nos tojos e esconder-me nos giestais de Maio. Quero correr nas cumeadas batidas pelo vento forte e encandear-me com a neve, altaneira, branca e fria.
As encostas continuam a encher os horizontes. Continuam grandiosas e belas! Avassaladoramente belas! Batidas pelo suão. Feitas de matagais rebeldes e de regatos tresmalhados. De carvalhos e castanheiros velhos como o tempo. De muros sozinhos, penhascos e grutas, que apascentam rezes, urgueiras e cardanhos. E veredas, quelhos, caminhos, que, como impressões digitais gastas pelo uso, cruzam as serranias, levando e trazendo venturas e desventuras, calcorreando lágrimas e sorrisos.
E a Senhora, lá no cimo, que da Lapa fez a ara, orientando o meu voar…
É a Serra. O apelo feito amor e o vento feito vida. O tal apelo que me deu vidas.
(...)
César Luís de Carvalho, in Vozes do Douro, 2003







sábado, 16 de novembro de 2013

Tu, poeta!

                                                           TU POETA
Quando crias histórias de príncipes e de batalhas e de ursos e de leões, nas nuvens que mancham de algodão o céu azul...
quando te deixas invadir pelo canto dos grilos ou pelo gorjeio dos rouxinóis, nas noites cálidas...
quando te sacias com o odor da terra molhada depois da chuva estival...
quando descobres sinfonias nas águas marulhantes do riacho...
quando, enlevado, segues o bailado da folha impelida pelo outono ou testemunhas o rebento que a primavera empertiga...
quando acaricias o musgo que adocica a rocha agreste...
quando beijas ou quando choras, ou quando deixas que no teu rosto desponte um sorriso...
quando ajeitas o cabelo daquela que tu bem sabes...
estás a poetar!

                                                                                                                                               César Luís de Carvalho

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Que paz...



AQUELA VELHA!


Aquela velha, coitada!
Se lhe soubessem a vida,
Não passaria na estrada
Assim desapercebida.

Vive só; mas vive agora,
Que num tempo já volvido
Houve na casa em que mora
Filhos, netos e marido.

Morreu primeiro o marido
De uma morte desastrosa;
Com o coração partido
Rezou por ele, piedosa.

Morreram-lhe os filhos todos
No tempo da epidemia;
Ela com os mesmos modos
Rezou de noite e de dia.

Ficara só com três netos;
Morreram de tenra idade;
E ela, viúva de afetos
Venceu, rezando, a saudade.

E ainda vive! O que alenta
Aquela alma atribulada?
É a fé que lhe alimenta
Uma crença inabalada.

Ai, quem me dera esse alento
Nestes combates da sorte!
Que paz para o pensamento!
Que paz na hora da morte!


Júlio Dinis nasceu no dia 14 de novembro de 1839.